Você sabe o que é autoestima? | Artigo | Secretariado Executivo

Você sabe o que é autoestima?

Autoestima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si própria, de se sentir capaz de poder enfrentar os desafios da vida; é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio, gostar de si mesma e aceitar-se da forma como é! Em suma, é saber que você tem o direito e que merece mesmo ser feliz! E, para ser feliz, quanto mais elevada a sua autoestima, melhor!

Pessoas com amor-próprio fortalecido são pessoas positivas e proativas. Elas raramente adoecem e, quando isso acontece, recuperam-se rapidamente. Por isso, acredita-se que a autoestima elevada colabora para o fortalecimento do sistema imunológico em nosso organismo. Essas pessoas cuidam muito bem de si mesmas, aparentam ter uma boa saúde, brilho nos olhos, nos cabelos e alegria de viver.

A baixa autoestima, por sua vez, gera ansiedade, medo, depressão, fobias, problemas de relacionamento, irritação, raiva, mágoas, ressentimentos, etc.

E quem são as pessoas com baixa autoestima? Quais são os seus traços característicos mais comuns?

Geralmente são pessoas que…

•Possuem tendências perfeccionistas e precisam se sentir no controle de tudo o que acontece à sua volta, o que provoca um alto nível de estresse;

•Culpam os outros pelos seus problemas (sempre se consideram vítimas);

•Reagem rapidamente com raiva e esta é quase sempre dirigida de maneira errada para a pessoa errada;

•Temem correr riscos;

•Dificilmente encaram os outros nos olhos por muito tempo;

•Têm pouca concentração e geralmente são causadores de problemas;

•Têm pouca habilidade em ficar focado em algo por muito tempo;

•Constantemente estão cometendo erros e acidentes;

•Tendem a ser negativistas;

•Com frequência não dão certo no casamento porque se casaram pelos motivos errados;

•Tendem a abusar de álcool, drogas ou fumo;

•Geralmente estão acima do peso normal;

•Preocupam-se demasiadamente com as críticas e comentários dos outros a seu respeito;

•Evitam emitir as suas próprias opiniões, gostos, valores, conceitos, pensamentos e sentimentos por preocuparem-se demais com o que os outros pensam sobre elas.

A baixa autoestima pode ter sua origem na infância. Se os pais ou familiares mais próximos costumam ser muito críticos em relação à criança, apontando seus erros e jamais elogiando ou valorizando as suas qualidades podem, sem perceber, prejudicar a autoestima dela, que crescerá com valores equivocados sobre si mesma, acreditando que não é amada ou querida por ser uma pessoa “ruim”. É como se ela pensasse: “Se nem meus pais têm um bom conceito sobre mim, certamente eu não sou uma boa pessoa, eu não tenho valor algum”. A criança necessita do apoio e da aprovação dos pais para que tenha uma boa referência de si mesma, tornando-se uma pessoa adulta segura e confiante de si. Tal apoio familiar nada mais é que respeitar as limitações da criança, não exigindo mais do que ela pode fazer e, ao mesmo tempo, valorizar cada acerto dela. Isso não significa que os pais não devam apontar os erros, mas isso deve ser feito de forma que os filhos entendam que errar faz parte, mas o importante mesmo é consertar e aprender com os erros.

Mas o fato de ter tido uma infância convivendo com uma família muito crítica não significa que eles sejam culpados e devam ser condenados por isso, até porque muitos pais criticam demais acreditando que a crítica vai ajudar os filhos a amadurecer – “é para o seu bem”, eles dizem. O importante agora é olhar para a frente e pensar em como agir para melhorar a autoestima.

Existem outras causas que podem abalar o julgamento e o conceito que temos a nosso respeito. A nossa confiança pode ser afetada pela insegurança, que pode surgir por conta de fatores externos como uma doença, divórcio, perda de emprego, morte em família, etc., e por fatores internos, como um diálogo interno muito negativo, focar no que está dando errado ao invés de focar no que está dando certo, etc.

A baixa autoestima também revela uma pessoa que não expressa os seus sentimentos e desejos, que os guarda a sete chaves por medo de ser julgada, criticada ou condenada: na tentativa de ocultá-los para os outros, ela acaba tornando-se mentirosa para si mesma.

Há várias razões que levam uma pessoa a querer guardar os seus sentimentos para si própria ao invés de querer expressá-los, o que é algo natural do ser humano: ela pode ter crescido num ambiente de pouco amor e afeto, onde não se encorajava a expressão das emoções, mas ela pode, também, ter optado em não expressá-las com receio de gerar brigas no ambiente familiar ou mesmo por achar que suas emoções seriam mal entendidas ou que, ao revelá-las, estaria magoando alguém.

Não importa qual tenha sido o motivo que leva uma pessoa a ocultar suas emoções. Deixar de expressá-las gera a diminuição da autoestima!

Para elevar a autoestima, é preciso aprender a expressar as emoções, vontades e desejos, importando-se muito mais consigo mesmo do que com o que as outras pessoas vão pensar a seu respeito! Isso não quer dizer que você vai se tornar uma pessoa egoísta, até porque a pessoa egoísta só olha para o próprio umbigo e só pensa em si mesma, passando por cima de tudo e de todos para conseguir o que deseja. Quem tem boa autoestima, por sua vez, jamais pensa em provocar mal algum a ninguém, mas, ao mesmo tempo, também não quer prejudicar a si mesma: ela sempre procura agir no sentido de fazer o que é bom para si mesma sem afetar ou prejudicar ninguém.

Quanto mais verdadeiro você for com você mesmo(a), melhor será o conceito que você tem de si mesmo(a) e maior será a sua autoestima.

A pessoa que tem uma boa autoestima lida de forma mais adequada com suas tarefas do dia a dia: cuida melhor da sua casa, das suas coisas, da sua família, da sua profissão e, principalmente, dela mesma.

Ela aprende a falar não, porque quem quer fazer tudo por todo mundo e esquece de si mesmo, sempre acaba fazendo coisas que não lhe agradam e que, na maioria das vezes, trazem problemas ou sofrimento para si mesmo.

Começar confiando em si, agir por você mesmo, sem a influência de outras pessoas, já é um começo para ter uma boa autoestima. Cuidar de si, preocupar-se consigo mesmo, fazer coisas voltadas para o seu bem-estar, elevam a estima e melhoram seu convívio com as outras pessoas.

Podemos fortalecer nossa autoestima através da realização no ambiente profissional, mas o amor-próprio está diretamente ligado ao nosso autoconceito. É possível ser um profissional bem-sucedido e, ao mesmo tempo, ter um conceito negativo a seu respeito e isso pode colaborar para a baixa autoestima.

Vale ressaltar que amor-próprio não é sinônimo de boa aparência ou estar de acordo com alguns padrões de beleza. No entanto, pessoas que não se apreciam acreditam que, se a aparência estiver agradável aos olhos dos outros, ela será mais amada e mais aceita. Em geral, quando uma pessoa com boa autoestima cuida de sua aparência, é natural que ela fique feliz consigo mesma com os resultados obtidos e ponto final. Se as outras pessoas gostarem, ótimo. Senão, ela não se importará nem um pouco com os comentários negativos das outras pessoas.

Dra. Olga Inês Tessari

Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984

Psicóloga Perita – Escritora – Mediadora de Conflitos

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