[Revista Digital] Reflexão: Sou bom o bastante? Vou conseguir? | Claudia Schaffer

Quando tinha 16 anos, minha família passou por grandes mudanças, e consigo pontuar a idade pois foram mudanças marcantes. Agora, décadas depois, posso rever aqueles dias através do filtro amenizador da experiência Embora ainda me lembre da dor gerada pelas dificuldades, percebo agora o que não conseguia ver na época: foram momentos de crescimento pessoal. Períodos de preparação para as coisas que viriam.

Ao longo do tempo, observei pessoas que trabalham de forma abnegada e aprendi com elas. Admirei
sua determinação e seu otimismo.

Esses bons exemplos somados e toda a ajuda que recebi de pessoas inspiradas, em especial de Deus,
fizeram com que soubesse por experiência própria que a adversidade pode ser superada, se a enfrentarmos com
fé, coragem e tenacidade.

Onde quer que estejamos na vida, há momentos em que todos nós teremos desafios e dificuldades. Embora eles
sejam diferentes para cada um de nós, são comuns a todos.

Quando nossos ombros ficam sobrecarregados e nos sentimos exaustos, bombardeados pelas dificuldades da
vida, penso que é mais provável nos reerguermos quando deixamos de nos concentrar no problema propriamente
dito e olhamos para o próximo, quando estamos prontos para estender uma mão, um conselho, uma palavra amiga
ou um abraço apertado. Pondere no quanto estamos carentes destes gestos! Na dificuldade, pode surgir a racionalização que provém o pensamento questionador:

Sou mesmo capaz de ajudar ao próximo? Como posso ser um apoio para alguém que precisa de ajuda? Sinto-me sufocado com meus próprios problemas! É preciso estar disposto a doar-se, determinar antecipadamente que quer ser instrumento de ajuda na vida das pessoas.

Não precisamos doar a nossa própria vida e todo o nosso tempo, mas podemos servir doando um pouco de nosso coração e de nosso sentimento. Podemos doar um pouco de nossos talentos e habilidades, até mesmo um pouco do que temos, para fazer com que outras pessoas vivam mais felizes e sintam-se melhores. Com certeza, seremos muito beneficiados com este auxílio e teremos mais paz, discernimento e amplitude na mente para resolver nossas questões e encontraremos maior sentido e alegria em nossa própria vida, ao deixarmos de ser o centro do mundo o tempo todo.

O trabalho é a fórmula aparentemente fácil que efetivamente ajuda a enxergar e a passar por períodos de dificuldades, afinal, em algum momento da vida a enfrentaremos.

Para nosso benefício e alegria, há muitas formas de trabalho, e todas elas nos ajudam a adquirir características importantes e fundamentais para nosso desenvolvimento físico, emocional, espiritual e profissional.

Ele nos impede de pensar demais nas dificuldades que enfrentamos. Nossa situação não irá mudar da noite para o dia, mas, acredite, ela acabará mudando! É assim que funciona o trabalho: se simplesmente continuamos
a trabalhar com firmeza e constância, as coisas certamente vão melhorar. Toda ajuda que pudermos disponibilizar
ao mundo, as pessoas e as organizações serão beneficiadas.

Porém, não se espera que trabalhemos mais do que somos capazes. Jamais devemos comparar nossos esforços com os de outras pessoas. Devemos apenas fazer o melhor possível: trabalhar de acordo com nossa plena capacidade, por maior ou menor que ela seja.

Trabalhar com afinco torna-se antídoto para a ansiedade, alívio para a tristeza e é um portal de possibilidades.

Sejam quais forem as condições de vida, devemos estar engajados e fazer todo o possível, cultivando uma reputação de excelência em tudo o que fizermos.

Vamos deixar a mente e o corpo prontos para a gloriosa oportunidade de trabalho que cada novo dia nos apresenta.

O trabalho enobrece e dá um sentimento de realização, mas, como todas as coisas, devem ser feitas com parcimônia e há advertências, pois não devemos despender nosso trabalho naquilo que não pode satisfazer. Se nos dedicarmos à busca de riquezas materiais e do brilho do reconhecimento público à custa de nossa família e de nosso crescimento
espiritual, em breve descobriremos que bancamos os tolos. A citação “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar” (MCCAY, Conference Report, abril de 1935, p.116) é uma ponderação necessária para cada um de nós.

A verdade é que somos apenas viajantes de passagem por este mundo. Não dediquemos os talentos e energias que recebemos para forjar âncoras inconsistentes, mas passemos nossos dias desenvolvendo asas espirituais. Quando colocamos na prática, e não somente nas palavras, concretizamos nossas aspirações. Independentemente do que o futuro nos reserva, que possamos adquirir uma postura de otimismo e força, que sejamos âncora para nós e para ajudar a elevar o próximo.

Claudia Schaffer
Secretária Executiva, Escritora, Palestrante
Mentora de Carreira e Life Coach
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E-mail: claudia.schaffer@claudiaschaffer.com
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