[Revista Digital] O Universo das Cores Parte I | Marcia Lopes | Executiva News Revista Digital

[Revista Digital] O Universo das Cores Parte I | Marcia Lopes

Quem acompanha o meu trabalho sabe o quanto sou encantada pelo Universo das Cores.

Atualmente, faço parte de uma equipe de estudos acadêmicos e estamos elaborando artigos científicos. Por conta da minha expertise, fui convocada a trazer as cores para o ambiente das mensagens verbais e não verbais.

Até a edição de julho/2018, publicaremos trechos desse estudo. São pensadores que vivem o mundo das cores, da Consultoria de Imagem, da moda e do design e, com base em suas constatações, quero compartilhar as informações.

Aproveitando esse clima, os editoriais de moda dessas edições também trarão visuais com esse tema, focando as escolhas monocromáticas, análogas e complementares.

Espero que aproveitem.

 

 

 

 

A Simbologia das Cores

 

 

“Viver sem cores não tem sentido, e é absurdo, pois elas iluminam, reanimam, levantam e trazem prazer àqueles que as usam e àqueles que as vêem” (Gianni Versace)

 

A cor é um dos primeiros elementos que registramos quando vemos algo pela primeira vez. Nosso condicionamento e desenvolvimento cultural nos levam a realizar associações baseadas nas cores, que nos indicam como devemos reagir a objetos e designs coloridos. As cores imprimem significado, e nossa interpretação do mesmo dependerá de fatores como bagagem cultural, tendências, idade e preferências individuais.

A cor pode influenciar os hormônios, a pressão sanguínea e a temperatura do corpo de quem a vê. Tem o poder de estimular ou deprimir, atrair ou repelir.

Pode destacar informações que, de outra forma, passariam despercebidas; pode chamar atenção; pode fazer o leitor sentir compaixão, amor ou ódio; pode sugerir feminilidade ou masculinidade; e pode fornecer um código cultural para interpretar e receber informações.

Costumam ser descritas com palavras emotivas, como “fria”, “quente”, “relaxante” ou “animada”, e a maioria está associada a adjetivos específicos. Por exemplo, o vermelho costuma ser uma cor quente e animada, enquanto o azul é frio e reservado – e quem nunca ficou verde de inveja uma vez na vida?

O tom do design pode mudar completamente, dependendo da paleta de cores usada. Um toque de vermelho claro pode acelerar o coração e energizar o leitor, enquanto um azul atenuado pode relaxá-lo, talvez a fim de prepará-lo para a leitura de informações técnicas.

Chevreul, em seus estudos, fez menção das cores usadas nas roupas e no cabelo. Escreveu que uma cor usada perto do rosto afeta a aparência da cor da pele. Suzanne Caygill acreditava na ligação fundamental entre o estilo, cor e personalidade de uma pessoa.

Olhar determinadas cores tem o poder de alterar a pressão sanguínea, os batimentos cardíacos e a respiração, da mesma forma que os estímulos sonoros ou olfativos podem desencadear emoções. As cores podem estimular, tranquilizar, provocar atração ou repulsa por alguém ou alguma coisa.

A relação entre cores e sentimentos não se dá por acaso. Ela é fruto das experiências coletivas que temos desde a infância. O livro “A psicologia das cores”, da autora Eva Heller, traz uma pesquisa sobre a relação das pessoas com os diversos tons. De acordo com o estudo, feito na Alemanha com 2 mil homens e mulheres com idade entre 14 e 97 anos, a cor azul apareceu  como a mais apreciada para 45%. (…) A menos apreciada, o marrom (20%).

Um beijo grande e até a próxima.

Marcia Lopes
Formada em Estilo e Imagem Pessoal, Personal Shopper e
Coloração Pessoal |Interfaces da Moda: SENAI Antoine
Skaf |Cursando Desenho de Moda |Membro da Associação
Internacional de Consultores de Imagem | Aventuro-me
neste mundo da moda desde 2013| Em 2015, saí dos
bastidores e me lancei nas redes sociais produzindo
onteúdo |Também colaboro com o blog Portal da
Secretária | Apresentadora do Programa Papo e Estilo.
Ah! Sou formada e pós-graduada em Direito.

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