[Revista Digital] O que nos impede de atingir objetivos? | Paula Pilastri

Quando nos propomos a realizar algo, estabelecemos um objetivo e não conseguimos dar andamento às ações que farão com que atinjamos o resultado esperado. Em razão do desânimo, da inércia ou da procrastinação, é possível que estejamos acionando processos internos de autossabotagem.
Muitas vezes, por medo de falhar ou de sermos rejeitados, escolhemos, mesmo que inconscientemente, não mudar e não sair da zona de conforto, por estarmos mobilizados por nossos sabotadores internos, que podem ser de dor ou prazer. Isto é, podemos estar valorizando o que perdemos ou ainda o que ganhamos ao não atingir nosso objetivo.
Nesses momentos, é interessante uma autorreflexão sincera em busca de ampliar nossa percepção, para tomar consciência dos ganhos secundários que nos mantêm na inércia. Para isso, aqui vão alguns questionamentos:

-O que posso fazer para minimizar possíveis perdas?
-O que é possível começar a fazer para dar os primeiros passos em prol de me objetivo?
-O que eu já faço, mas que poderia ser intensificado para me aproximar de meu objetivo?

Se ainda assim a ação fica comprometida, outra causa provável é estarmos nos desafiando além de nossas forças, acessando emoções e sentimentos que ainda não estamos prontos para encarar; assim, ao sair de nossa zona de conforto, não nos colocamos em uma zona de crescimento e aprendizado, e sim num ambiente que nos fere.
Nesse momento, o mais importante é procurar exercer nosso auto-acolhimento, isto é, abraçar nossa dor e nossos medos, aceitando que eles estão presentes. Permitindo-nos entrar em contato com eles, apenas sentindo, percebendo-os, dando a eles lugar dentro de nós e tendo consciência do espaço que ocupam, pois, quanto mais tentarmos fugir deles, buscando eliminá-los, mais eles viverão em nós, uma vez que sabemos o quão desafiador é controlar o que sentimos.
Para coordenar melhor esse momento de dor, sugiro outro exercício, a Matriz de Act.

Começando pelo lado direito inferior, que sugere a pergunta 1) “o que é importante para você”, 2) “o que você pode fazer para se aproximar do que é importante para você?”, agora no lado esquerdo inferior, 3) “quais obstáculos internos aparecem?” e 4) “o que você faz para se afastar desses obstáculos internos”.
Esse exercício pode nos ajudar a iniciar pequenas mudanças em nosso comportamento, permitindo-nos avaliar antecipadamente alguns riscos e gerar novos contextos de atuação.
Porém, o mais efetivo para que se avance na realização de objetivos é ter clareza do que se quer. Estando certos de que o que buscamos é fruto de nossa vontade, e não de influências externas ou de pessoas à nossa volta. Esse entendimento é conseguido através de exercícios de auto-observação, meditação, autoconhecimento, reflexão e autodisciplina, que, juntos, nos auxiliam num caminho de transformação e evolução.

Paula Regina Pilastri
Secretária, Tradutora, Gerente Administrativa,
Terapeuta Holística e Coach
E-mail: ppilastri@hotmail.com
Skype: paula.pilastri
WhatsApp: (11) 9-7648-5919
Site: facebook.com/coach.paulapilastri

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