[Revista Digital] O que é a depressão? | Olga Tessari | Executiva News Revista Digital

[Revista Digital] O que é a depressão? | Olga Tessari

© Olga Tessari

 

Muitas pessoas confundem depressão com tristeza: a tristeza é algo normal e natural do ser humano, que pode surgir em situações de frustração, mágoas, perdas, falta de perspectivas, mudanças não desejadas, desilusão ou qualquer outro sofrimento causado por problemas do dia a dia e pela maneira como as pessoas encaram e lidam com tudo isso. A tristeza é algo passageiro, dói muito, mas passa, ela sempre é consequência de algum fator adverso da vida. Na medida em que os dias passam, a tristeza e a dor que a acompanha diminui até sumir: a pessoa volta à sua vida normal e sua tristeza desaparece.

A depressão, ao contrário, é uma doença causada por um desequilíbrio na produção de algumas substâncias no cérebro, provocado pela maneira como a pessoa encara a sua vida, pela forma como ela administra os seus problemas e, principalmente, de que maneira ela lida com eles e os resolve (ou não). A depressão envolve o físico, o humor, os pensamentos e o comportamento, afetando a maneira como a pessoa se alimenta e como dorme, a forma como ela se sente, o modo como pensa a respeito de si mesma e da vida, alterando radicalmente o seu comportamento no dia a dia. Sem um tratamento adequado, a depressão permanece e se agrava dia após dia.

Pessoas que têm baixa autoestima, que sempre veem a si mesmas e o mundo com pessimismo ou que são facilmente sobrecarregadas pelo estresse, são propensas a desenvolver a depressão. Uma perda grave, doenças crônicas, deficiências nutricionais, distúrbios hormonais, dificuldades de relacionamento, problemas financeiros ou qualquer mudança indesejada nos padrões de vida também podem conduzir a um episódio depressivo.

Para identificar a depressão, é importante destacar que os sintomas dela permanecem na maior parte do tempo por, no mínimo, 6 meses. Uma pessoa depressiva tem uma sensação de vazio, de impotência, de não querer fazer nada e de que nada vale a pena. É como se ela se sentisse sem saída, não conseguindo vislumbrar uma solução para os seus problemas e sofrimento. Ela prefere ficar quieta, isolada, sem vontade de interagir com ninguém. Por mais que as pessoas a sua volta queiram ajudá-la ou estimulá-la a sair desse estado, ela não consegue, sente-se incapaz, levando-a a ter uma sensação de impotência, o que colabora ainda mais para a diminuição da autoestima.

Os sintomas da depressão podem incluir: falta de apetite e perda de peso ou, ao contrário, aumento de apetite com ganho de peso; insônia ou sono em excesso; mudanças nas atividades e comportamentos habituais; cansaço excessivo; fadiga; perda de concentração e de atenção; queda acentuada no rendimento do trabalho e estudos; isolamento social; crises constantes de choro; visão pessimista do futuro, ruminação de eventos do passado; sensações injustificadas de inutilidade; desvalorização; autoacusação e culpas em relação a si mesmo.

Pessoas que sofrem com a depressão costumam apresentar irritabilidade ou raiva excessiva e persistente, com ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros; costumam estar sempre insatisfeitas, fazendo reclamações constantes sobre tudo e qualquer coisa; é constante a ruminação de eventos do passado e pensar em outras pessoas queridas que já morreram. Há também a mudança nas atividades e comportamentos atuais e a perda do interesse em atividades que antes eram prazerosas, inclusive a sexual, assim como as atividades recreativas, os passatempos, os encontros sociais e a prática de esportes.

A visão do futuro de uma pessoa depressiva é bem pessimista, o que provoca uma sensação de que não há saída para o problema, de que ele vai piorar cada vez mais: as crises de choro são constantes! São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, com inúmeras dores pelo corpo, injustificáveis por algum outro problema físico e sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer, alegria e satisfação à pessoa.

Muito frequentemente, uma combinação de fatores genéticos, psicológicos e ambientais está envolvido na gênese de uma depressão: o estresse do dia a dia, o estilo de vida, acontecimentos vitais, tais como crises, problemas ou dificuldades no trabalho, conflitos entre amigos, separações conjugais, além de mortes na família, que costumam ser os desencadeadores da doença.

É bom lembrar que a própria tendência ao isolamento é uma consequência da depressão, o que gera um círculo vicioso que resulta na perda da esperança em melhorar, o que pode colaborar para o uso de drogas, para poder suportar a vida e evitar a perda total de interesse na mesma, que poderia levar ao suicídio. Um belo dia, a pessoa experimenta a droga (lícita ou ilícita) numa roda de amigos ou numa festa qualquer e percebe que ela tem o “poder” de aliviar a sua dor! Daí para viciar-se nela é um passo porque, se a pessoa está insatisfeita com a sua realidade e não consegue modificá-la, pelo menos enquanto a droga age no organismo ela se sente bem. É claro que é um efeito momentâneo, que dura pouco! E como é bom não sentir a imensa dor da depressão, a pessoa vai querer se drogar mais e mais! Aquele que se droga acaba entrando num círculo vicioso sem fim porque, como não se resolvem as causas que levam a pessoa ao uso da droga, ela precisa cada vez mais se drogar para tentar diminuir o seu sofrimento: é comum haver um abuso no uso das drogas, o que pode levar à overdose e à morte.

Ideias de suicídio ou morte são frequentes, justamente porque a pessoa depressiva não consegue visualizar uma solução para sair desse estado: ela se vê sem saída e, para fugir do sofrimento que a depressão causa, em muitos casos ela prefere morrer a continuar sofrendo! Ela não deseja a morte, mas vê nela a única saída para fugir da dor e do grande sofrimento que a depressão causa.

Sofrer com a depressão não é um sinal de fraqueza ou algo que possa ser resolvido com a força de vontade: a pessoa com depressão não é capaz de reagir e de se sentir melhor sozinha, sem algum tipo de tratamento! Se ela não se trata, os sintomas pioram cada vez mais, podem durar semanas, meses, anos ou até o final da vida! Por mais que as pessoas à sua volta queiram ajudá-la a sair desse estado, ela não consegue e isso colabora para que ela se deprima cada vez mais e para que sua autoestima diminua, justamente porque ela é incapaz de sair desse estado! Muitas vezes, a pessoa com depressão é tratada de forma preconceituosa pelos próprios familiares e, no local de trabalho, ela é tida como preguiçosa ou irresponsável, em função de sua dificuldade de sair desse estado.

As pesquisas revelam que o melhor tratamento para acabar com a depressão é aquele que inclui medicação para obter um relativamente rápido alívio dos sintomas e tratamento psicológico (psicoterapia) para aprender maneiras mais efetivas de saber lidar com os problemas da vida, pois nosso cérebro é influenciado pela nossa maneira de pensar. A medicação, por si só, não é capaz de restaurar e manter o equilíbrio da química cerebral se não houver mudanças na forma de pensar e de agir!

IMPORTANTE: o tratamento adequado colabora para que a pessoa saia da depressão, resgatando a alegria de viver bem e com qualidade de vida!

 

Faça o teste abaixo e verifique se você pode estar sofrendo com a depressão!

  • Direitos Autorais dessa avaliação: Olga Tessari

 

Esta é apenas uma avaliação que serve para você verificar a possibilidade de estar sofrendo ou não de depressão. Ela não substitui uma avaliação feita com um Psicólogo em consultório ao vivo.

 

Responda SIM ou NÃO às perguntas abaixo e anote as respostas.

 

1-Você se sente sem energia, cansado(a) para realizar tarefas que eram cumpridas sem esforço?

2-Você tem, com frequência, um sentimento de vazio ou quadros de ansiedade?

3-Você tem se sentido mais irritado(a) que o habitual?

4-Você tem tido dificuldades para tomar decisões, concentrar-se no trabalho ou lembrar-se de fatos ocorridos recentemente?

5-Você perdeu o interesse nas atividades físicas em geral?

6-Você tem dificuldades para dormir, acorda no meio da noite ou dorme demais?

7-Você, ultimamente, engordou ou emagreceu muito sem nenhum motivo aparente?

8-Você sente com frequência dores de cabeça, de estômago ou na coluna?

9-Você sente que abandonou o seu projeto de vida?

10-Você gosta de ficar sozinho na maior parte do tempo?

 

Resultado

Se você respondeu “sim” a mais de cinco itens, sem nenhuma condição médica que os justifique, você pode estar sofrendo de depressão. Procure um Médico ou um Psicólogo de sua confiança para fazer um tratamento que vai resolver esse problema de forma que você possa retomar a sua vida com qualidade e alegria!

Dra. Olga Inês Tessari
Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984
Psicóloga Perita – Escritora – Mediadora de Conflitos
Cursos e Palestras sob medida para empresas e grupos
Pesquisas – Consultoria – Supervisão – Life & Professional
Facebook: @draolgatessari
Instagram: @olgatessari
Twitter: @ajudaemocional
Site: www.olgatessari.com
Tel.: (11) 2605-6790

%d blogueiros gostam disto: