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[Revista Digital] ESTRESSE: NA MENTE OU NO CORPO? | Marcelo Bartholomeu

Há uma corrente que diz que “a mente sente, o corpo fala”.

Seja diante de situações que geram fortes emoções, seja por conta de nosso ruminismo (diálogo interno), eis que “a mente”, é sim, responsável por “autorizar” a “liberação” de substâncias como o cortisol e a adrenalina, que nos proporcionam uma cota extra de energia nos momentos de luta ou fuga – reações naturais decorrentes do que chamamos de estresse.

Mas, não se deixe enganar: ainda há muita controvérsia quando se trata de emoções e estresse.

A primeira teoria sobre emoções surgiu por volta de 1890, através do Psicólogo americano William James e pelo Médico e Psicólogo dinamarquês Carl Lange. Trabalhando de forma independente, os dois pesquisadores postularam que a característica central das emoções, ou seja, de nossa experiência subjetiva particular, está relacionada aos processos fisiológicos (funções bioquímicas, físicas e mecânicas nos seres vivos) – em outras palavras: não era fruto de reações meramente psicológicas ou mentais.

William James declarava que, quando um indivíduo é afetado por um estímulo, sofre alterações fisiológicas como falta de ar, palpitações, angústia e etc.; e seria o reconhecimento desses sintomas que geraria emoção no indivíduo.

De acordo com William James, o que diferencia as emoções é que cada uma delas esta relacionada à percepção de transformações corporais. Por exemplo, perante uma situação de emergência, primeiro o homem reage e foge, e é por fugir que sentiria medo.

Na esteira das ideias de William & Carl, em meados da década de 1980 o norte-americano Tad James desenvolveu a TLT – Terapia da Linha do Tempo, (cuja formação fiz há alguns anos) –, na qual se propõe a eliminação de emoções negativas (como a raiva, o medo, a culpa, a mágoa e a tristeza); primeiro através da identificação da “causa raiz” (ou do evento original que causa a emoção negativa) e, posteriormente, através do relaxamento corporal / muscular – em particular, da parte onde se encontra registrada a tal causa raiz”.

Em paralelo e com ideias semelhantes a William James e Ted James, o Dr. Peter A. Levine, Doutor em Biofísica Médica e Psicologia, iniciou em 1970 pesquisas sobre a forma como os animais lidam com ameaças e que culminaram no desenvolvimento do método de experiência somática – uma abordagem de conscientização corporal para cura de traumas.

 

Confirmando o que eu já havia escrito sobre o que seria o estresse, o Dr. Levine observa que:

“Quando a luta e a fuga não são opções, congelamos como se “mortos” estivéssemos. Mas essa reação precisa seguir seu curso, permitindo que a energia maciça que foi preparada para a luta ou fuga seja gasta. Se permanecermos imóveis, paralisados, essa carga de energia ficará retida e o corpo pensará que ainda está sob ameaça.”

 

RESUMO DA ÓPERA

Qualquer que seja a corrente que tenha razão, é certo que o acúmulo das substâncias que nos dão um ganho extra de energia acaba por intoxicar e comprometer o funcionamento de nosso organismo. Diante deste cenário, a eliminação e/ou redução dessas substâncias através da prática de atividade física é fundamental para a redução e prevenção dos efeitos do estresse e tensão reprimida.

Portanto: encontre um tempo para você mesma. Você é o que há de mais importante em sua vida!

 

Marcelo Bartholomeu
Desenvolvimento Pessoal

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