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[Revista Digital] Erros cognitivos | Marcelo Bartholomeu

 

No artigo anterior, falamos sobre o “sistema 1 e o sistema 2”; ou melhor, como a mente opera ou funciona.

Desenvolvida e aperfeiçoada ao longo da existência da humanidade, seu fantástico funcionamento ainda apresenta alguns “bugs”; ou erros cognitivos.

Apesar do ser humano possuir enorme potencial, na prática suas habilidades são restritas. Ainda não conseguimos focar ou nos concentrarmos em mais de uma tarefa ao mesmo tempo – sem comprometimento do resultado ou qualidade dessa tarefa (se tiver dúvida, tente dirigir um carro, prestar atenção na música, conversar com um passageiro e prestar atenção na paisagem – melhor não tentar…).

Mas por que mesmo não conseguimos nos concentrar, seja por muito tempo, seja em mais de uma tarefa sem comprometimento da qualidade ou resultado ?

Como explicado no artigo anterior, o ato de concentração ou foco (atributos do Sistema 2) exigem, consomem muita energia e, consequentemente, geram sintomas de cansaço e esgotamento.

Em que pese nossos esforços de concentração, estamos ainda sujeitos a interferências naturais do ambiente (acontecimentos externos à nossa vontade que roubam nossa atenção através de imagens, sons, etc).

Além dos filtros naturais, temos ainda nossos próprios filtros (orgânicos), que variam conforme nossa capacidade física ou habilidade de ver, ouvir ou sentir.

Some-se a esses processos o fato de que nossa percepção envolve uma quase infindável rede de conexões (informações são cruzadas a todo instante).

Tantas são as verificações que a mente faz que possa ocorrer que muitos fragmentos ou informações se percam pelo caminho – resultando em conclusões que nem sempre corresponderão aos fatos, à realidade –, e a esse resultado distorcido da realidade ou dos fatos damos o nome de “erros cognitivos”.

Erros cognitivos podem acontecer seja no automático ou na base da intuição (Sistema 1), seja se concentrando em algo (Sistema 2).

Mas qual a importância de estarmos falando sobre “erros cognitivos”?

A sua maneira de ver o mundo dará origem às suas crenças.

Suas crenças tornam-se seus pensamentos.

Seus pensamentos se tornam suas palavras.

Suas palavras tornam-se suas ações.

Suas ações se tornam seus hábitos.

Seus hábitos se tornam seus valores.

Seus valores se tornam suas crenças. (Gandhi)

Para saber mais, leia na edição 19 da Executiva News (pág. 58) sobre “modelo de mundo”.

No próximo artigo falarei sobre “crenças”.

Até breve.

Marcelo Bartholomeu
Desenvolvimento Pessoal
Site: www.clareandoideias.com
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