[Revista Digital] A Quarta Revolução Industrial e a Era Cognitiva | Claudia Schaffer

Em 1998, a Kodak tinha 170 mil funcionários e vendeu 85% de todo o papel fotográfico disponível no mundo.  No curso de poucos anos, o modelo de negócios deles desapareceu e abriram falência.

O que aconteceu com a Kodak vai acontecer com muitas indústrias nos próximos 10 anos.

Estamos vivendo a quarta revolução industrial!

Amigos leitores, nunca houve momento mais adequado para ser um profissional com habilidades especiais e com a educação certa.

Compreender as vantagens e os desafios desta nova era, com a transformação da economia, inovação, da singularidade e convergência das tecnologias físicas, digitais e biológicas, levará a humanidade para um tempo de prosperidade sem precedentes.

Mês passado (abril de 2018), estive em Brasília e lá vivi uma experiência incrível compartilhada com os graduandos do curso de Secretariado Executivo da UNIP. Na ocasião, falei sobre a importância de estarmos preparados para as mudanças e para recomeçar quantas vezes for necessário. E acreditem, será!

As mudanças serão cada vez mais constantes e velozes, e isso não vai parar!

A exemplo da palestra ministrada para os alunos em Brasília, dialogar sobre tempos de inovação e disruptura radical é fundamental, assim como pesquisar sobre estes temas e criar novas realidades para um futuro que nunca foi tão tangível no mundo dos negócios Com isso, podemos vislumbrar como a transformação digital e a era cognitiva criam novos caminhos  para a produtividade, liderança, motivação e inovação em tempos de transição e como este processo é essencial para que prossigamos rumo ao inevitável.

A quarta revolução industrial requer compreensão, um olhar direcionado e atento para a transformação e inovação inerentes nesta nova era que acontece em um cenário veloz, dinâmico e altamente competitivo.

Perceber que estamos vivendo uma época que o que prevalece são ideias, não objetos, mente não matéria, interações não transações, é vital para obter sucesso neste novo cenário.

 

Como isso se aplica às nossas vidas e ao nosso trabalho?

Todo cenário aponta para o fim das carreiras e a forma avassaladora como isso acontecerá. Não se dará por culpa minha ou sua, mas por reflexo de um contexto inevitável e impossível de controlar.

As universidades estão ‘’preparando’’ estudantes para empregos que ainda não existem, e estes mesmos estudantes correm o risco de estarem se capacitando para empregos que logo deixarão de existir.

Até quando nossos diplomas e certificações serão garantia de empregabilidade?

Sim, aquele (s) que você enquadrou para expor na parede do escritório e que conquistou “a duras penas”.

O fato é que, em breve, teremos postos de trabalho que ainda não existem, tecnologias que serão inventadas… Para onde vai o mundo em que vivemos e como planejar nosso desenvolvimento, se ainda não sabemos o contexto deste ‘’novo mundo’’ e o que nos espera quando chegarmos lá?

Um dos desafios que já enfrentamos é desenvolver soluções inovadoras para problemas inéditos.

Tanto as pessoas como as empresas, e grande parte dos modelos de gestão, não são favoráveis à inovação. O ambiente organizacional precisa promover essa mudança – e precisamos estar abertos para elas. Precisamos entender que liderar com sucesso um ambiente em constante transformação exige inovação radical, o que requer um novo pensamento e uma abordagem diferente.

Em outras palavras, mas como bem descreveu Stephen Covey em “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, “Estamos em constante transição dos paradigmas da escassez e da organização industrial, para os paradigmas da abundância e de uma sociedade em rede que se move com velocidade, dinamismo e competição”.

 

Empresas unicórnio ou organizações exponenciais.

Este termo possui diferentes variações no mundo dos negócios. Vou pincelar de forma simplificada dentro de um contexto geral.

Existem ainda termos similares e que são conferidos conforme o faturamento das companhias.

Empresas unicórnio são aquelas que desenvolveram um modelo de negócio altamente eficiente em um rápido período de tempo, em comparação com outras empresas do mesmo nicho. O pensamento inovador e a criatividade gera um avanço cerca de 10 vezes mais que suas concorrentes.

Exemplo de empresas unicórnio: Uber, Airbnb, Dropbox

 

A era dos makers – inovação e criatividade radical, digital e líquida.

O Professor Americano de Harvard Warren Bennis disse: “Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós juntos”.

O início.

As feiras denominadas como Maker Faire (feira dos fazedores) apareceu pela primeira vez em 2006 em São Francisco-California, em 2014, e o conceito se espalhou pelo mundo.

Markers é um movimento de pessoas que criam seus próprios produtos: é a cultura do faça você mesmo.

Trabalhando coletivamente, pessoas constroem consertam, modificam, fabricam, distribuem e vendem os mais diversos tipos de objetos e projetos.

Este movimento visa unir essa ‘’pegada’’ com a crescente tecnologia disponível. Não é um movimento restrito, mas abrangente, e está em diversas áreas, como por exemplo, eletrônica e softwares, biotecnologia, marcenaria, moda, culinária e por aí vai…

Muitas são as empresas que abraçaram a filosofia maker como forma de trabalho.

O resultado disso tudo é um forte e relevante movimento que tem cara de revolução e que está mudando totalmente a forma como criamos e nos relacionamos com as coisas.

O mais importante é entender este movimento como a democratização na inovação.

O movimento maker está mudando o mundo!

 

O Mundo Vuca

Volátil, incerto, complexo e ambíguo (tradução em Português).

Sentimos de forma implícita as variáveis que o mundo vuca trouxe para o nosso dia a dia. Notam-se, pelos meios de comunicação e pelas redes sociais, a volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade das coisas que nos cercam, um conceito de estratégia que está cada vez mais presente em nossas vidas.

Tornou-se difícil planejar o futuro devido à agilidade e frequência com que as mudanças acontecem.

É preciso estar pronto para o inesperado e ter clareza do propósito e do que se espera como resultados.

Uma gama de informações está disponível para todos, mas essas informações, por si só, não são suficientes para compreender o futuro e suas mudanças. Precisamos mudar nossa visão e rever padrões mentais.

Existem inúmeras formas de analisar e interpretar contextos complexos, e os impactos das mudanças requerem que analisemos as transformações com base em experiências novas e deixemos para trás o histórico de experiências passadas ao estudar novas interpretações igualmente pertinentes.

Sobre estes aspectos, obteremos êxito se lançarmos habilidades que não são tidas como novas, mas que serão cada vez mais importantes, tais como:

Resiliência para lidar com as mudanças inevitáveis; flexibilidade para lidar com a incerteza; multidisciplinaridade; estudo para lidar com o desafio da complexidade em diferentes assuntos e coragem para lidar com a ambiguidade; escolher uma linha de raciocínio e arcar com as consequências.

Existem outros elementos-chave da inovação radical e que são parte da quarta revolução industrial, mas, neste artigo, achei prudente abordar os que foram mencionados.

‘’A capacidade de aprender contínua e rapidamente é a única vantagem competitiva sustentável’’ (Peter Senge)

Nos vemos no próximo mês.

Até mais!

Claudia Schaffer
Secretária Executiva da Presidência
Formada em Secretariado Executivo Bilíngue
in/claudiaschaffer
39 anos, mãe, casada
Cel.: (11) 9-8239-4135
E-mail: claudia.schaffer35@gmail.com

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