Onde estão as Mulheres? | Revista Executiva News | Secretariado Executivo

Por que as mulheres ainda são menoridade na alta direção das empresas? E por que, quando alcançam este patamar, ainda têm remuneração menor do que os homens?

Essas são algumas questões estudadas há anos.

Há muito tempo, profissionais brilhantes discorrem sobre o infortúnio e citam expertise que as mulheres podem usar para atingir o sucesso no mercado de trabalho.

É fundamental construir um olhar diferente do que vemos hoje quando nos deparamos com o sucesso e o poder. As pessoas pensam no poder como se fosse um bolo – você pega um pedaço e sobra menos bolo para as outras pessoas. Eu não acredito nisso, penso mais em um sistema de conexão e apoio; eu posso brilhar ao mesmo tempo em que dou espaço e ajudo outras pessoas a brilhar também.

Quais barreiras impedem o avanço das mulheres?

Há uma diferença significativa no modo como as mulheres se mostram no mercado de trabalho. Nisto, consiste a distinta mentalidade entre os sexos: enquanto os homens pensam que podem fazer tudo, as mulheres têm dúvidas, mesmo quando possuem a qualificação necessária para determinado cargo ou tarefa.

A imagem que se tem de um líder é outro aspecto que dificulta a inserção das mulheres em papéis de liderança. Geralmente, as lideranças estão ligadas às características masculinas: o líder é assertivo, dominante, rígido. E, quando uma mulher apresenta essas particularidades, é julgada como “masculinizada” e as pessoas não têm afinidade com essa chefe.

A falta de empregos com flexibilidade da carga horária é outro problema, e isso não é bom apenas para as mulheres. Criar vagas de trabalho remoto ou mesmo com horários flexíveis pode reduzir o absenteísmo e permite que os profissionais gerenciem suas carreiras e prioridades pessoais.

Não é só para quem tem filhos, mas talvez para alguém que tenha pais idosos e que precisam de cuidados especiais ou que querem cuidar de animais de estimação.

O que fazer?

Planejar a carreira e criar sua marca pessoal é um bom início: os homens costumam fazer este planejamento mais do que as mulheres. Todos são responsáveis pelo próprio desenvolvimento profissional. Isso significa agir de modo estratégico, por exemplo, dar detalhes sobre o seu trabalho e suas responsabilidades, em vez de dizer apenas que você é “responsável pela agenda do gestor”.

Apresentação e a atitude são fortes aliadas na construção da sua marca pessoal. Depois disso, é crucial fomentar o networking.

Qual o papel das empresas?

As empresas têm um papel importante de viabilizar oportunidades para que as mulheres tenham crescimento em suas carreiras. Nesse sentido, é fundamental que as empresas busquem mulheres nos processos seletivos. Se a empresa tem uma vaga para o cargo de Controller e selecionou dez homens para o processo seletivo, é preciso voltar ao começo. Alguma mulher merece estar no processo, ainda que não seja contratada.

Recentemente a Avianca Brasil divulgou sua primeira turma formada só por Pilotas, 13 novas profissionais no total.

Deram-se conta de que precisavam de ações extras para realmente promover equidade em uma das profissões onde mais pesa o estereótipo de gênero: Pilotos. Foi um trabalho incansável que os fez perceber o quanto precisavam influenciar a sociedade para que as meninas que ainda são estudantes sintam-se inspiradas e incentivadas a seguir essa profissão.

Por meio de ação efetiva, a Avianca demonstra que preza pela diversidade em seus processos seletivos.

As empresas têm o dever de enaltecer as mulheres que estão presentes, para criar e divulgar modelos para que outras mulheres possam ver as oportunidades.

Para finalizar, é crucial que as mulheres que já atingiram postos de liderança contribuam criando oportunidades para outras mulheres, para que cresçam juntas – os homens já fazem isso todos os dias.

Precisamos disseminar a cultura da união ao invés da competição inútil e tola.

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito (Albert Einstein).

Claudia Schaffer

Secretária Executiva da Presidência

Formada em Secretariado Executivo Bilíngue

in/claudiaschaffer

39 anos, mãe, casada

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