A IMPORTÂNCIA DA INTERCULTURALIDADE NOS NEGÓCIOS | Executiva News

Introdução

A antropologia, ciência que estuda o homem e a humanidade, define cultura como o conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes, etc., que distinguem um grupo social, forma ou etapa evolutiva das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico); civilização. “c. clássica”, complexo de atividades, instituições, padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins. “um governo que privilegiou a civilização”.

Para Tylor, a cultura é a expressão da totalidade da vida social do homem. Ela se caracteriza por sua dimensão coletiva. Enfim, a cultura é adquirida e não depende da hereditariedade biológica. No entanto, se a cultura é adquirida, sua origem e seu caráter são, em grande parte, inconscientes.

A interculturalidade é a interação entre mais de uma cultura. Dessa forma, a interculturalidade tem um lugar quando duas ou mais culturas entram em integração de uma forma horizontal e sinérgica. Para tal, nenhum dos grupos se devem encontrar acima de qualquer outro que seja, favorecendo assim a integração e a convivência das pessoas. Este tipo de relações interculturais implica ter respeito pela diversidade; embora, por razões óbvias, o aparecimento de conflitos seja inevitável e imprevisível, podem ser resolvidos através do respeito, do diálogo e da concertação/assertividade. Apesar de a interculturalidade ser um conceito recém-desenvolvido, não foram poucos os investigadores da Comunicação, da Antropologia, da Sociologia e do Marketing que já se debruçaram no mesmo.

A noção distingue-se do multiculturalismo e do pluralismo pela sua intenção direta de fomentar o diálogo e a relação entre culturas. Leva-se em conta que a interculturalidade depende de diversos fatores, como é o caso das várias concepções de cultura, dos obstáculos comunicativos, da falta/debilidade de políticas governamentais, das hierarquias sociais e das diferenças econômicas.

Desenvolvimento

O Interculturalista Milton J. Bennett descreve a importância do interculturalismo para a sociedade moderna com um comparativo do século passado à atualidade, dizendo da seguinte forma: “No século passado, o canadense Marshall McLuhan criou o termo “aldeia global”. O que ele quis dizer por “aldeia global” certamente não era que todas as pessoas se tornariam iguais umas às outras, mas que pessoas diferentes poderiam estar mais próximas e ter um maior contato.

Basicamente ele quis dizer que nós nos tornaríamos todos vizinhos. E foi isso que aconteceu. Os estudos realizados até hoje para comprovar a existência de uma cultura global não chegaram a nenhuma conclusão – as pessoas estão mantendo firmemente suas visões de mundo e suas culturas próprias, o mundo não está se “globalizando” como as pessoas achavam que o faria. O que acontece é que as pessoas estão interagindo mais umas com as outras. Acredito que esse aspecto seja consistente com aquilo que nós, interculturalistas, defendemos que é: por causa desse contato maior entre as pessoas, há uma necessidade de melhorarmos a forma como nos expressamos uns com os outros, e principalmente focar naqueles pontos em que falhamos na comunicação entre duas culturas distintas.

À medida que as sociedades se tornam mais multiculturais, e isso quer dizer que há mais mobilidade entre as pessoas, que há mais movimentos de imigração da população, mais comunicação, logo há uma necessidade de melhoria da linguagem.

BRITO, Marcela 2015, p. 26 e 27, diz que, hoje, as grandes empresas buscam “colaboradores” e não mais “empregados”. A ideia é ter alguém que trabalhe junto com o gestor e não para ele. Friedman (2009) afirma, que o mundo se tornou plano e as fronteiras não só desapareceram como a superfície sobre a qual nos encontramos buscou novos espaços para expansão e desenvolvimento no mundo virtual. Para Warnier (2003) deve-se primeiro conhecer a cultura antes de operacionalizar o aprendizado da língua.

Nesse sentido, a comunicação é uma ferramenta importante no mundo, pois é ela que mantém as pessoas conectadas mundialmente, permitindo-nos resolver problemas em qualquer lugar do planeta e, diante disso, várias negociações são realizadas por meio de conferências online entre um país e outro.

A gestão da interculturalidade corresponde, assim, a uma habilidade gerencial contemporânea da qual nenhum profissional diferente envolvido com negócios pode presidir, em especial o profissional de Secretariado executivo que, como característica primordial, possui a assessoria direta a executivos e a autonomia de tomar decisões e estabelecer a comunicação entre a diretoria executiva de uma organização e os demais setores. (BRITO, Marcela, 2015, p. 58).

O mundo está a cada dia mais multicultural e as organizações estão acompanhando esse processo de evolução, qualificando os profissionais de maneira adequada e tornando-os essenciais e indispensáveis no mercado de trabalho, prontos a lidarem com diferentes culturas e negociarem em diversos países.

Há o entendimento, que a interculturalidade é a mistura das diversas culturas que nos identificam como um povo misto frente às diversidades. Isso não é um problema, mas sim um tipo de oportunidade de se conhecer – dessa forma, conhecerão outros como parte de nós mesmos. Uma empresa está em constante mudança, nos setores, nas produções, nos profissionais, na estrutura, entre outros. Essa transmutação envolve medidas estratégicas para o crescimento simultâneo da organização, desde a cultura organizacional até a necessidade de aperfeiçoamento profissional para os trabalhadores. Uma empresa depende do bom profissional, e este depende dos recursos para o fortalecimento de ambos.

Absorver o funcionamento deste vínculo é de fundamental importância na hora de fechar o primeiro negócio de exportação ou de colaboração com os consumidores de outros países. As negociações com países de culturas diferentes para as empresas brasileiras, que são internacionalizadas ou querem se internacionalizar, devem conhecer a cultura, os hábitos e o jeito de fazer negócios de outros povos.

Costa e Santos (2011, p. 120 e 121), explica e exemplifica as procedências de uma negociação entre Brasil e Japão, o que você deve saber inicialmente sobre o Japão, qual postura deve ter diante da cultura em meio a uma negociação.

Capitulo 4, Costa e Santos (2011, p.120 e 121)

O Japão é a terceira maior economia mundial e tem fortes relações com o Brasil, tanto em termos comerciais e de investimento direto como na vinda de milhares de japoneses (…). Uma observação geral – e que vale para todos os países – é que as viagens de negócios não devem ser realizadas nos meses de férias, pois isso dificulta muito o contato com os principais executivos que respondem pelos negócios. No Japão, as férias acontecem nos meses de abril, agosto e no final de dezembro. Esses períodos, portanto, são desaconselhados para viagens de negócios.

A descrição acima serve de exemplo para os outros locais como Árabia, China, Europa, Reino Unido, Noruega, Dinamarca, Suécia e Estados Unidos, entre outros. Pois é de suma importância saber as características do país, bem como procedências entre povos do exterior ou da empresa que fará tal negociação. As relações internacionais são o meio mais simples e informal de se resolver conflitos entre os estados, dentre eles a jurisdição interna de cada estado para se conduzirem meios de se solucionar problemas.

Um entendimento errôneo pode dificultar a comunicação entre o negociador e o negociante e gerar conflitos, confundindo os acordos. Até as teorias administrativas mais atualizadas podem fracassar se não adquirirem as diferenças culturais. Um exemplo nítido é o lançamento de um produto global: este pode não ter o mesmo significado para todas as culturas. As habilidades sociais e interculturais são adquiridas através do THS – Treinamento de Habilidades Sociais e Treinamento Intercultural. O THS é baseado em procedimentos de terapia comportamental, adequando o indivíduo em sociedade, já o treinamento intercultural é uma demanda contemporânea e serve como dispositivo para desenvolver uma sensibilidade, uma valorização de diversas culturas e um conhecimento, estabelecendo assim objetivos pessoais e profissionais. As empresas, ao assumir alguns desafios estratégicos de sobrevivência e adequação, devem tornar essenciais a compreensão e os fatores técnicos de uma negociação. Por isso, tanto gestores empresarias quanto funcionários têm a obrigação de aperfeiçoar-se no THS e do Treinamento Intercultural. Assim, terão competência social e intercultural padronizada.

Considerações finais

Este artigo traz informações e métodos que favorecem a prática das diversas formas de negociações, destacando a comunicação e a interculturalidade como ponto fundamental para se ter um resultado de êxito nos negócios. Desenvolveram-se neste artigo as variáveis do sistema de crescimento profissional e organizacional, onde se vinculam a empresa, o homem e o êxito.

Para chegar a tal satisfação, destacaram-se o desenvolvimento e crescimento econômico e estratégias de negociações interculturais, enxergando oportunidades e como evitar conflito intercultural e internacional. Percebeu-se que a comunicação é de suma importância e um dos elementos que torna o indivíduo capaz de enxergar a oportunidade é utilizá-la no momento exato para favorecê-lo em meios aos obstáculos interculturais, dando a ele crescimento pessoal e profissional. Superficialmente citado e visto neste artigo, o tema conflito internacional teve como intuito despertar curiosidade nos leitores que almejam um possível aprofundamento do assunto. Seguem algumas referências: (FERREIRA, D. V.; BAUMGARTEN, M. Z. Controvérsias internacionais: soluções pacíficas e coercitivas. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, 47, 30 nov. 2007), e (TARTUCE, F.; VEÇOSO, F. F. C. A mediação no direito internacional: notas a partir do caso Colômbia-Equador. In: BRANT, L. N. C.; LAGE, D. A.; CREMASCO, S. S. Direito Internacional Contemporâneo. 1 ed. Curitiba: Juruá, 2011. V. 1, p. 105-122).

Na relevância dos fatos mencionados, é imprescindível que a cultura se destaque dentre os requisitos como parte substancial de investigação e capacitação, metodologia onde as diferenças mostram meios de sobreviver e enfrentar os obstáculos no exterior, observando que o idioma é um dos anexos para a aprendizagem da interculturalidade. Haverá sempre uma ponte que ligará a empresa, o homem e a cultura no mundo dos negócios, e estes vínculos são fundamentos de confiança para uma organização internacional com múltiplas possibilidades. A evolução das informações tornou-se um meio internacional de extensa pesquisa dando ensejo na galgada das organizações, tendo em vista que a interculturalidade está incluída em cada etapa de transformação social e livre para ser explorada tanto na teoria quanto na prática.

Ser um mediador das negociações de um corpo empresarial é representar a marca em outro país e ser o referencial dos produtos e serviços a serem exibidos a outrem, e está em risco a todo tempo. Assim, ao introduzir-se ao mercado internacional, requer aos Diretores, mediadores, agentes, funcionários e demais profissionais do ramo de atividade internacional que se engrandeçam de conhecimento e informações a todo tempo, pois a cultura não se limita ao país, mas estende-se ao mundo (indíviduo a nacionalidade).

Link para acesso ao conteúdo completo: http://www.administradores.com.br/producao-academica/a-importancia-da-interculturalidade-nos-negocios/7030/

 

Ingrid Miranda Rabêlo

Bacharel em Secretariado Executivo com Ênfase em Assessoria Organizacional – Universidade Católica do Salvador.

MBA em Administração e Negócios Internacionais em curso | UNINTER

Cel.: (71) 9-9189–3090 / (71) 98629–2113

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