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Desenvolvimento Pessoal

Prezado Leitor,

Este é meu primeiro artigo para a Executiva News, pelo que quero não apenas agradecer aos seus Editores pela oportunidade que me está sendo dada, assim como convidá-lo a viajar comigo pelo mundo das emoções, estratégias mentais e comportamentos – conscientes ou não.

Quero destacar que muitas pessoas continuam a ignorar a importância de suas emoções enquanto tentam vencer na vida. Elas se “vestem para ter sucesso” e frequentam seminários de boa aparência e criação do estilo pessoal. Em todos os casos, a ênfase é para o exterior – “a manifestação externa do sucesso“.

Os comportamentos externos de “sucesso” podem funcionar, mas somente se gerarem um sentimento de satisfação e competência. A verdade é que, se o bem-estar não emanar de “dentro” da pessoa, o resultado será uma incongruência constante entre o que se está mostrando para os outros e o que se está sentindo por dentro.

Se o “bem-estar” for apenas um verniz, mais cedo ou mais tarde pagar-se-á o preço em termos de saúde física e mental. Por conta disso, “nossas emoções” merecem sim atenção e cuidados.

A maneira como “sentimos o mundo” impacta diretamente as nossas escolhas, as nossas atitudes, as nossas relações; enfim, a nossa felicidade.

Mas para que isso seja possível, também se faz necessário entendermos um pouco sobre o que é o estresse e os seus impactos – positivos e negativos.

Mas por onde devemos começar essa nossa jornada?

Simples, pelo começo: “modelo de mundo”.

Modelo de mundo

Toda nossa vida gira em torno de nosso “modelo de mundo”.

“Modelo de mundo” não é um “mundo ideal” ou um mundo idealizado.

Modelo de mundo:

•São as referências subjetivas (e, na maioria das vezes, inconscientes) de um indivíduo que determinam a forma, a maneira como cada pessoa enxerga, percebe e se relaciona com tudo o que há à sua volta; tais referências dão sentido às diferentes perspectivas e olhares sobre um mesmo contexto.

•Impacta diretamente na forma como cada pessoa reconhece suas próprias possibilidades, recursos e alternativas.

•Àtrelado às nossas crenças nos empodera ou nos enfraquece.

•Determina as nossas escolhas e (in)felicidade.

•É o que justifica nossas diferenças de (re)agir e interagir.

Modelo de mundo são como mapas: contêm informações que nos dizem como devemos pensar e agir; é o que conduz nossas vidas no automático até o exato momento em que despertamos e decidimos assumir o controle de nossas escolhas.

Porém, é importante lembrar que mapas nunca são completos, pois apenas representam uma pequena fração de um todo, de uma realidade. Quanto mais simples, mais pobre e, se desatualizado, muito provavelmente de pouco ou nenhum valor.

Indivíduos com mapas ou modelo de mundo empobrecido terão escolhas limitadas e contarão com poucas ou nenhuma alternativa de ação – não por não existirem, mas por não serem capazes de enxergá-las.

O modelo de mundo de uma pessoa é expresso através de sua linguagem – entendida aqui não apenas como aquilo que ele “fala”, mas, em especial, pela “forma” como ele representa cada situação, emoção, etc.

Tomemos como exemplo um pneu furado. Após acessarem suas memórias (referências), alguns indivíduos considerarão essa experiência como um aborrecimento (e certamente ficarão zangados, de mau humor o resto do dia), outros como uma fatalidade (daquela onde se fica sem saída) outros como sinal de azar (e, se assim o for, provavelmente se sentirão paralisados), outros como um pequeno contratempo. Em função de “como” cada experiência é percebida ou registrada, cada um de nós reage de maneira diferente a esta situação. Por conta disso, alguns terão maiores possibilidades de superá-la ou resolvê-la rapidamente, enquanto que outros vão se sentir impotentes, incapazes.

São essas mesmas memórias ou referências que nos permitem realizar tarefas de forma automática ou inconsciente.

Quem dirige, por exemplo, vê (placas de trânsito, luzes, outros carros), ouve (sons do motor, buzinas), sente (trepidação no volante, o contato do pé com o pedal do acelerador), etc. Tais imagens, sons e sensações são cruzados com nossos registros de memória e automaticamente transformados em alguma mensagem ou informação, que podem ou não se transformar em alguma ação ou atitude.

Origem do Modelo de Mundo

Geneticamente, estamos sendo moldados desde a origem da vida em nosso planeta e o continuaremos sendo enquanto vivermos.

Muitas de nossas “reações espontâneas” foram desenvolvidas por nossos mais longínquos ancestrais.

Na vida atual, nosso modo de perceber, pensar e agir recebe influência direta do meio onde estamos inseridos, seja por conta de nossos pais e familiares, seja por conta da cultura e tradições locais de onde nascemos ou vivemos. Some-se a esses fatores o resultado de nossa própria história de vida, marcado tanto pelas experiências que vivenciamos como pela forma como as interpretamos e as guardamos em nossa memória.

Muito antes do surgimento da Psicologia Comportamental, da Terapia Cognitiva Comportamental e da neurociência, mais exatamente por volta de 2560 A.C., um tal de Buda já havia tido o que talvez seja uma das maiores sacadas da história da humanidade:

Somos o que pensamos.

Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.

Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

Tudo aquilo que você pensa, você cria.

Tudo aquilo que você sente, você atrai e

Tudo aquilo que você acredita torna-se realidade.

No próximo artigo, falaremos um pouco sobre como a “mente” funciona e a forma como interagimos com o mundo.

Até lá.

Marcelo Bartholomeu

Desenvolvimento Pessoal

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