Autoconhecimento | Paula Pilastri | Executiva News | Secretariado

 

“De todos os conhecimentos possíveis, o mais sábio e útil é o conhecer a si mesmo” (William Shakespeare)

 

Nossa busca na vida é por estabelecer relações, sejam elas sociais, de trabalho, pessoais ou amorosas. Buscamos relações construtivas, harmoniosas e equilibradas e que, consequentemente, nos tragam felicidade. Porém, vivemos tempos de pessoas desequilibradas, frustradas, enfermas, que reclamam de seus trabalhos, de suas vidas, de seus relacionamentos. Há uma profunda angústia existencial e uma falta de sentido real na vida.

Arrisco dizer que muito desse descompasso de sentimentos tem relação com a forma como fomos educados, pois somos condicionados desde a infância a nos espelhar no externo, no outro. A construção de nosso ego se dá pelo outro, como diria Osho: “Quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro”.

E assim passamos nossa vida, orientados pelo externo, na tentativa de agradar o outro, satisfazer suas necessidades e desejos para sermos aceitos, amados, integrados. O que acontece é que vamos, lentamente, matando uma parte divina dentro de nós. Nossa Essência.

Aquele EU que sabe quem de fato somos, que conhece nossas reais capacidades e que sabe o que veio fazer neste mundo, mas por estarmos tão preocupados com o externo, com as expectativas dos outros, da sociedade, nós esquecemos de ouvi-lo.

E passamos a nos esconder atrás de uma máscara irreal de ser. Tentando agradar a todos, deixamos de vibrar no nosso melhor. É como se fôssemos um pássaro, mas quiséssemos nadar, pois o céu não é suficiente. Um sentimento de inadequação aflora, pois parece que dentro de nós pulsa algo maior, mas ele não tem forças para se manifestar, e um vazio existencial nos invade.

Ocorre que, na maioria das vezes, deixamos que apenas nosso lado sombra se manifeste. Aquele lado de nossa personalidade que não está elaborado e que não aceitamos muito bem e que, constantemente, insistimos em negar, pois, uma vez que estamos regularmente mirando o externo, temos pouco tempo para nos conhecer e aprender a lidar com nossas frustrações, dores e mágoas.

Por outro lado, às vezes parece que tudo caminha bem em nossas vidas, mas aquele sentimento de vazio insiste em existir. Esse é um aviso de que é preciso investir um tempo em se olhar, pois é um processo necessário quando se quer avançar e ir além. Gosto de comparar o autoconhecimento com uma visita a um lugar desconhecido; é sempre bom possuir um mapa e um roteiro, pois arriscar iniciar essa viagem sem plano na certa é perder tempo e dinheiro.

O autoconhecimento é uma chave para reconstruir indivíduos, pois ele permite a introspecção, a reflexão e a observação de si mesmo, sem julgamento. Olhar para nossa vida contabilizando as conquistas, os ganhos, os acertos, confraternizando-nos com eles, avaliando quais as habilidades, os talentos, os valores que estavam presentes em determinadas situações, reforçando o que há de bom em nós.

É também um momento de reconhecermos nossas fragilidades, mas não para nos penalizarmos, e sim, para que, com imparcialidade, possamos olhar nossas falhas em busca de melhores atitudes e comportamentos.

“A chave para gerenciar os outros de maneira efetiva é aprender a se gerenciar primeiro. Quanto mais você conhece a si mesmo, melhor poderá se relacionar com os demais, a partir de uma posição de confiança, segurança e força” (Weisinger)

 

Paula Regina Pilastri

Secretária, Tradutora, Gerente Administrativa,

Terapeuta Holística e Coach

E-mail: ppilastri@hotmail.com

Skype: paula.pilastri

WhatsApp: (11) 9-7648-5919

Site:www.facebook.com/terapeuta.paulapilastri/

 

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